quarta-feira, 23 de março de 2011

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tô viva!



Sim, estou viva!
Arrumei um emprego. Não, não é na minha área, é na área na qual eu trabalhei até 2004, antes de voltar pra faculdade. Retrocesso geral, foi isso que passou na minha cabeça na primeira semana de trabalho. Agora já estou mais adaptada e, apesar da correria, das cobranças internas e até de uma certa frustração, tô indo bem. O importante é o que importa, como diz o Marido, e o que importa agora é que tenho uma sala, uma mesa de trabalho, uma equipe e, principalmente, um salário no final do mês.
Fazer o que?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Meu avental sujo de ovo


Não vou discorrer sobre os ideais feministas aqui, não, aqui não, aqui vou falar em torno de uma DR que rolou em casa esses dias.
Por que, me explica, por que os homens devem ajudar suas companheiras nas tarefas domésticas? Como assim, "ajudar"? Por que não se diz que os homens devem fazer suas tarefas domésticas? Vejam, a partir do momento que alguém te ajuda a fazer alguma coisa está implícito que tal coisa é obrigação tua, o outro apenas ajuda, o que o desobriga, requer boa vontade e disponibilidade de tal parte, não? Então, aqui em casa ficou combinado, sem essa de me ajudar! Faça sua parte meu bem. Autonomia, iniciativa, proatividade, vamos lá!
E sabe que tá dando resultado? Não sei se só vai durar até meu próximo piti, mas que tá bom tá... tá tão bom que já já vou ali comprar um vinho, pra quando Marido chegar do trabalho prepararmos um jantazinho delícia e deixar a louça pra amanhã...

Aqui tá o link da matéria de onde tirei a imagem do post, pra dar uma forcinha no argumento...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais...


Futebol, política, o hábito da leitura e MPB são as principais coisas que aprendi a gostar com meu pai, que está de aniversário hoje.
O véio é um cara extremamente engraçado, pelo humor ácido e pelo mau humor também. Ele tem frases ótimas... uma vez, me dando uma carona, eu reclamava da chuva que tinha me deixado ensopada o dia todo, ele se vira, com as mãos no volante e o olhar mais sincero e diz: "não reclame minha filha, é só água, já pensou se fosse merda?"
Ele foi, sutilmente, aconselhado pelo médico a parar de frequentar estádio de futebol, torce contra o próprio time quando o tal vai mal, vota no melhor candidato segundo sua utopia, não vota em amigos, lê o dia todo, o que aparecer pela frente, leu vários livros meus da época da faculdade. AMA Elis e Bethânia, adora Chico e acha Caetano um babaca. Quando eu era criança, lembro de ouvir Raul no toca fitas do carro e ele dizendo pra eu cantar junto, ou então não me deixaria mais andar na mala da Variant branca. Até hoje quem me liga regularmente é ele, nem que seja pra dizer: "sua mãe tá mandando um beijo" ou "e aí, como tá o fusca?"
Esse ano teve copa do mundo, em outubro tem eleição, Chico publicou mais um livro que eu não lí, mais um ano sem Elis, fui a um tributo a Raul, Bethânia está em turnê pelo mundo e Caetano que se foda... AI QUE SAUDADE DO MEU PAAAAAAAI!!!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pra quem gosta de um drama...



Eu adoraria vir aqui e escrever que há tempos não apareço porque tenho andado muito ocupada, que não sobra tempo pra nada e fazer um monte de queixas sobre essa vida estressante de professora iniciante, mas esse não é bem o meu caso...
Eu nunca pensei que procurar entender o mundo para lutar pelas minorias, pelos excluídos, pobres e oprimidos, me tornaria um deles... Gente, EU NÃO ARRUMO UM EMPREGO!!!
Depois de vários currículos enviados, inclusive para oportunidades que não necessitam nem de graduação, mesmo omitindo algumas informações, a única resposta que tive dizia que eu sou muito qualificada para o cargo, ENTENDERAM?!?!?! Pois é, eu esqueci que estudar é o que não se deve fazer, que o que vale mesmo são as dicas do professor do cursinho preparatório para concursos públicos, ou uma tal de rede de influências que, pra mim, é impossível tecer sem começar a trabalhar. Estudar gente, não leva ninguém a nada! Ou melhor, leva sim, leva à loucura. E, no meu caso, a loucura está me levando a pensar nas possibilidades de aplicar meus conhecimentos.
Que tal lavar a roupa levando em conta a relação capital X força de trabalho que Marx me ensinou? Ou passar a roupa praticando as teorias sobre matriz energética que aprendi nas aulas de SIG? E cuidar das crianças mentalizando sempre as teses de Vygotsky? E ainda, alimentar meus gatos lembrando de respeitar a matriz de produção agroecológica difundida por Riechmann! Olha...também posso por em prática as teorias de Freire sobre educação emancipatória na hora de tirar o pó dos móveis e passar o pano no chão! Ah, e eu ainda posso otimizar o meu relacionamento com o Marido pensando na ecosofia de Guattari! Entre outros...
Louca eu? Naaaaaaaaada!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mi cumpleaños


Quarta feira passada foi meu aniversário. 33 anos.
Acordei cedo, a mesa estava posta pra um café da manhã especial com Marido e Filha. Passei o dia trabalhando, almocei com uns amigos. A noite comemoramos com esse bolo aí de cima e champagne, em casa, poucas pessoas, mas especiais. Marido me deu um presente simples, mas cheio de significado pra nós dois e, durante toda noite, o meu telefone não parava de tocar... tocou tanto, tanto, tanto, até que eu acordei!
Sim, era meu despertador me tirando da cama cedinho pra eu pular dos 32 aos 33, e só. Afinal, aniversário é só isso mesmo e o meu, apesar da ausência de glamour, presente, bolo e amigos, foi até legal.

sábado, 26 de junho de 2010

Eu não sou a Regina Duarte mas eu tenho medo!!


Eu tenho medo, muito medo... de mães!!
Eu sei que estou generalizando. Conheço mães e mães, umas maravilhosas, outas mais ainda e outras nem tanto. Sei também que não existe mãe melhor ou pior, que mãe moderna é o caralho, que mãe é mãe e vaca é vaca, eu sei! Eu sou mãe há doze anos e tô longe de ser perfeita, mas tem umas coisas que eu simplesmente não compreendo.
Eu já passei por situações bem constrangedoras, de tudo quanto é tipo, talvez por ter sido mãe nova e solteira... Numa delas, depois de uma reunião escolar, enquanto as outras mães trocavam telefones, abraços e risadinhas cúmplices, uma nobre senhora se virou pra mim, em tom solene, e disse: "tem que ter muita coragem pra fazer uma tatuagem desse tamanho nas costas né?" - "ÉÉÉÉÉÉÉÉ..." foi a minha resposta sorridente, concordando com a madame e aliviada por ter encontrado uma pista sobre o motivo da reprovação, quase unânime, durante as discussões.
Aí, um dia desses, numa conversa entre mães que falavam sobre o último final de semana, escuto uma dizer que não foi pra um determinado programa por causa do filho que não tinha com quem ficar, "porque guri, sabe como é né? não dá pra deixar dormir na casa dos outros guris. Eu tenho medo e evito muito contato entre eles, nessa fase pré-adolescente... vai que dá alguma coisa!" Assim, insinuando uma epidemia de homossexualismo que, provavelmente, só ataca as crianças do sexo masculino.
Juro que a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi sugerir que ela se adiantasse para o fim de semana seguinte e corresse atrás da Dita Von Teese para babay sitter. A segunda coisa foi um desejo tórrido que o filho dela se torne uma bicha ryca, pheena, feliz e invejada...
Agora me diz, é pra ter medo ou não é?!?!?!